vacinas para toda a vida

 

As atividades da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Sanofi Pasteur são amplas,  complexas, e abrangem todas as etapas necessárias para disponibilizar uma nova vacina, desde a compreensão de uma doença até o desenvolvimento e estudos clínicos e a obtenção da aprovação de comercialização da nova vacina pelas autoridades de saúde.

Atualmente são 13 vacinas em desenvolvimento ou submetidas à aprovação, projetadas para responder às necessidades de saúde pública não atendidas e às necessidades específicas de diferentes segmentos da população.

 

DENGUE

A dengue é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde. O Brasil é um dos países mais atingidos no mundo e, de acordo com o Ministério da Saúde, somente em 2015, mais de 1, 6 milhão de casos foram registrados. A doença causa febre, dores generalizadas e, em casos graves, pode levar à morte. Em 2015, a média foi de dois óbitos por dia no Brasil.

Em dezembro de 2015, a ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovou o registro da vacina contra dengue da Sanofi Pasteur, a primeira vacina contra a doença no mundo. A vacina é eficaz contra os sorotipos 1, 2, 3 e 4 da doença, em indivíduos dos nove aos 45 anos de idade que moram em áreas endêmicas.

O imunizante tem uma eficácia global de 65,6% na população a partir de nove anos de idade, o que significa a prevenção de 2 a cada 3 casos da doença. A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur reduz 81% dos índices de hospitalização e 93% dos casos graves de dengue, que levam ao óbito.

A vacina deve ser aplicada em três doses, com intervalos de seis meses. A partir da primeira dose, o imunizante protege cerca de 70% das pessoas. No entanto, é fundamental tomar as três doses para garantir a imunização completa.

Recentemente, além da recomendação da Organização Mundial de Saúde, a vacina foi incluída nos calendários da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). A Sociedade Latino Americana de Infectologia Pediátrica, a SLIPE, também recomendou o uso da vacina contra dengue como parte de uma estratégia adicional e eficaz no controle e combate a essa epidemia mundial.

As sociedades recomendam, em nível individual, em seus calendários o uso rotineiro da vacina contra a dengue para pessoas que vivem em região de risco. No Brasil, a doença está presente em todas as regiões e, no primeiro semestre de 2016, foram notificados quase 1,5 milhão de casos da doença, com cerca de 500 mortes.

 

GRIPE H1N1

A gripe H1N1 é uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Também conhecida como gripe Influenza tipo A, ela se tornou conhecida após afetar grande parte da população mundial, entre 2009 e 2010.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2015 foram registrados 141 casos de gripe provocados pelo H1N1, que resultaram em 36 mortes no Brasil.

Os sintomas da gripe H1N1 são parecidos com os da gripe comum e a transmissão também ocorre da mesma forma. O problema da gripe H1N1 é que ela pode levar a complicações de saúde podendo levar os pacientes até mesmo à morte.

No Brasil, em 2015, a Sanofi Pasteur lançou a vacina quadrivalente contra a gripe, que oferece proteção mais ampla contra o vírus influenza B, que de acordo com dados de vigilância na Europa são responsáveis por até 40% dos casos de gripe.

A vacina quadrivalente da Sanofi Pasteur é a única licenciada para crianças a partir dos seis meses de idade.

 

PNEUMONIA

No inverno, que ocorre entre junho e setembro, estamos mais sujeitos às doenças respiratórias como gripes, resfriados, asma e até mesmo pneumonia, uma doença inflamatória aguda que compromete os pulmões. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ela é a maior responsável pelas mortes de crianças menores de cinco anos: mais de 1 milhão em todo o mundo.

A vacina contra a pneumonia, lançada pela Sanofi Pasteur, é utilizada para prevenir infecções causadas pela bactéria S. pneumoniae, responsável por doenças graves como pneumonia, meningite, bacteremia/septicemia, infecção generalizada no sangue, e até a morte. A vacina age estimulando o organismo a produzir sua própria proteção (anticorpos) contra a doença. O efeito da vacina aparece duas a três semanas após sua aplicação e dura por, pelo menos, 5 anos, podendo chegar até 10 anos. Em crianças, a duração do efeito pode ser menor, especialmente em crianças com doenças complicações renais ou anemias.

 

INFECÇÕES HOSPITALARES

As infecções causadas por fungos, bactérias ou vírus são uma realidade nas unidades de saúde brasileiras. Trata-se de um risco iminente para todos que precisam passar por algum procedimento hospitalar e, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, infecções hospitalares atingem cerca de 14% dos pacientes internados, além de ser responsável por mais de 100 mil mortes no Brasil todos os anos.

As infecções hospitalares são grande preocupação de saúde pública em muitos países e representam custos anuais significativos para os sistemas de assistência à saúde. Conheça abaixo alguns tipos de infecções:

Staphylococcus aureus – as infecções por estafilococos, principalmente pelo Staphylococcus aureusresistente à meticilina (SARM), ocorrem com maior frequência em pessoas com defesas imunitárias enfraquecidas, internadas em hospitais e instituições de saúde, como asilos e centros de diálise. O SARM é responsável por várias infecções de tratamento difícil em seres humanos, pois é uma bactéria resistente a um amplo espectro de antibióticos, inclusive às penicilinas. O SARM é, hoje, endêmico em muitos hospitais e é uma das principais causas de pneumonia nosocomiale infecção de ambiente cirúrgico.

Em dezembro de 2009, a Sanofi Pasteur fechou um acordo de licenciamento mundial exclusivo com uma empresa de biotecnologia para desenvolver e comercializar uma vacina profilática contra estafilococos, inclusive o Staphylococcus aureus resistente à meticilina, ou SARM.

Pseudomonas aeruginosa – a maioria das infecções graves por Pseudomonas aeruginosa (Pa) ocorre em pacientes hospitalizados e com doenças críticas ou crônicas - afetando basicamente o sistema respiratório em indivíduos suscetíveis - e representa sério problema clínico devido à sua resistência aos antibióticos.

Em janeiro de 2010, a Sanofi Pasteur anunciou um acordo com uma empresa de biotecnologia para o desenvolvimento de um fragmento de anticorpo para tratar e prevenir infecções por Pseudomonas aeruginosa.